Arquivos

Archive for setembro \29\UTC 2009

Nanotecnologia – Promessas e Complicações

O domínio da nanotecnologia pela humanidade poderia trazer inúmeros benefícios. Desde processadores minúsculos com a capacidade de 100 processadores atuais juntos até inovações na área de tratamento de doenças na Medicina. Porém, essa área da tecnologia é absurdamente complicada. Veremos as principais dificuldades e promessas da nanotecnologia.

COMPLICAÇÕES


NANOMOTORES

Bem, como poderíamos fazer para um robô com muito menos de um milímetro se movimentar? Detalhe: No mundo dos nanorobôs, aqueles princípios da Física que te pareceram malucos valem, como o movimento browniano, então o nanomotor deve ter força o bastante para vencer esse movimento. Pense bem. Se o motor for elétrico, será preciso conseguir uma fonte de eletricidade para ele. Se for um esquema simplificado e em miniatura dos motores de carros precisaria de combustível. E então? A resposta é criar um mecanismo que consegue energia de um a fonte comum e natural. Água! Cientistas já tem uma idéia de como criar o mecanismo, e seu nome é mecanismo catalítico, vamos analisá-lo: O nanorobô se auto-impulsionaria  por água e água-oxigenada empurrando o fluido pela lateral através de reações químicas(não vou entrar em detalhes porque há mais coisas a falar), superando a viscosidade aquosa. Perfeito não é? O nanorobô estaria mergulhado no próprio combustível dentro do corpo humano. Mas isso é só parte do problema. Precisamos também manter o nanorobô controlado e com uma rota uniforme para chegar ao seu objetivo. Está um estudo o uso de nanobússolas para fazer o robô se mover perpendicularmente ao campo magnético, evitando que se mova aleatoriamente ou sofra giros por causa do movimento browniano. Agora só faltam os circuitos para controlá-los. Abaixo um esquema de mecanismo catalítico:

NANOCATÁSTROFES

Imagine o seguinte: Cientistas conseguem criar um nanorobô que consegue se autoreplicar e o testam pela primeira vez para construir um tijolo(hehe). Mas algo dá terrivelmente errado! Os nanorobôs não param de se replicar e rapidamente o país inteiro está preenchido por nanorobôs, e depois ocupariam o planeta inteiro, uma cena parecida com a quase-destruição da Terra em O Dia em que a Terra parou. nanorobôs que se auto-replicam poderiam servir para inúmeras funções. Mas esse tipo de nanorobôs deve ser intensamente estudad0 antes de ser posto em prática. Outro perigo é a facilitação da criação de vírus modificados para destruir a humanidade por terroristas ou qualquer outro mecanismo de destruição em massa facilitado pela nanotecnologia.

Não, isso não é um avião derrubando o prédio e sim, nanorobôs!

Não, isso não é um avião derrubando o prédio e sim, nanorobôs!

PROMESSAS

NANOMEDICINA

Se conseguirmos dominar a nanotecnologia, a medicina sofrerá uma revolução. Poderíamos usar nanorobôs programados especialmente para combater uma determinada doença, portanto, esqueça quimioterapia e etc…, porque os nanorobôs identificarão e destruirão apenas as células cancerosas. Nós também poderemos ser imortais, ou super-humanos. Segundo teses, o envelhecimento é apenas o acúmulo de erros aleatórios no organismo, e os nanorobôs poderão corrigi-las daqui a algum tempo.

AVANÇOS TECNOLÓGICOS

Bem, se dominarmos a nanotecnologia completamente poderemos ter gadgets tecnológicos de qualquer tamanho e computadores absurdamente potentes. Use sua imaginação, pois praticamente qualquer tipo de equipamento tecnológico poderá ser feito.

Música da semana

Para descontrair um pouco, estou lançando uma série de posts semanais com uma música legal. Aí vai a primeira:

Cantada por: Judas Priest

Gênero: Heavy Metal

Digam-me o que acham!

CategoriasMúsica Tags:, , , , , , , , ,

Java – A grande Tabela das keywords

setembro 24, 2009 1 comentário

Como meu primeiro post sobre Java, resolvi criar uma tabela para consulta rápida que lista as palavras-reservadas dessa linguagem e explica sua finalidade e seu uso. Aqui está ela:

Código Utilidade Exemplo
abstract Usado para declarar classes abstratas que não podem ser instanciadas. abstract class AbstractClass  {

}

assert Usado para checar se alguma variável tem um valor inesperado durante o tratamento de erros. assert IsMinus != false;
boolean Usado para declarar variáveis do tipo boolean. boolean variable = true;
break Usado para encerrar loops antes do término normal do mesmo. for(int i = 0; i < 10; i++) {

if(i = 5) break;

}

byte Usado para declarar variáveis do tipo byte. byte six = 6;
case Usado para declarar condições dentro de uma condição switch. Switch(Id) {

case  45:

System.out.println(“Id 45 não é aceito.”);

catch Usado para capturar exceções dentro de um bloco try { catch(NumberFormatException nfexc) {
char Usado para declarar variáveis do tipo char. Char e = ‘e’;
class Usado para declarar classes. public class Example {
const Usado para declarar uma constante. const int MyConstant = 70;
continue Pula o fim de uma iteração de um laço, indo para o começo da próxima iteração. for(int i = 0; i < 5; i++) {

if(i = 3) continue;

default Usado para definir uma situação default em uma condição switch. switch(defaultSample) {

default: System.out.println(default);

do Usado para iniciar loops do-while. do{

i++;

}while(i < 10);

double Usado para declarar variáveis do tipo double double d = 76.45;
else Usado para começar uma condição else ou else if. if(i ==1) System.out.println(“1 código”);

else if(I == 0) System.out.println(“Nada”);

else System.out.println(i + “códigos”);

enum Usado para declarar uma enumeração. public enum AD { A, B, C, D }
extends Usado para declarar que a classe é derivada de uma classe-base. public class Son extends Father {
false Usado para inicializar ou comparar uma variável lógica com o valor falso. boolean b = false;
final Usado em três casos:

Variável: Garante que seu valor não será mudado.

Classe: Garante que não poderá ter subclasses.

Funções: Não poderam ser sobrecarregadas.

public final class FinalClass {

public final int FinalFunction() {

public final String finalString;

}

}

finally Usado para garantir a execução de um trecho final no tratamento de exceções. try {

}finally { System.out.println(“Finally”); }

float Usado para declarar variáveis do tipo float. float PI = 3.14;
for Usado para iniciar um loop for. for(int i = 0; i < 100; i++) {
if Usado para declarar uma condição if. if(Pi != 3.14) {
implements Usado para implementar funções de uma classe em outra. public class Square implements Shapes {
import Usado para importar classes e pacotes para seu programa. import javax.swing.*;
instanceof Usado para determinar a classe de uma instância if(Xinstance instanceof X) {
int Usado para declarar uma variável do tipo int. int Number = 90;
interface Usado para declarar uma classe abstrata que outras classes deverão implementar. public interface MyInterface {
long Usado para declarar uma variável do tipo long. long Number = 90000;
native Usado para dizer que um método esta implementado em outra linguagem de programação. public static native int NativeMethod();
new Usado para inicializar uma variável na memória do sistema. public String newStr[] = new String[5];
null Usado para declarar ou comparar uma variável como null. String NullStr = null;
package Usado para declarar um pacote, ou seja, um conjunto de classes. package Website;
private Usado para declarar o modo de acesso de uma variável como privado. private double result = 76.45;
protected Usado para declarar o acesso de uma variável/função como protegido. protected int Nine = 9;
public Usado para declarar o acesso de uma variável/função como público. public char t = ‘t’;
return Usado para retornar um valor a partir de uma função. public int returnTen() {

return 10;

short Usado para declarar uma variável do tipo void. void value = 5;
static Usado para garantir que uma variável terá apenas uma referência na memória. static float PI = 3.14;
strictfp Usado para garantir resultados mais precisos nos cálculos com valores de ponto flutuante. public strictfp double calc() {

return 67.3434 * 45.6575;

}

super Usado para chamar o construtor da classe base de uma classe derivada. public class AppSwing extends JFrame {

public AppSwing() { super(“App”); }

switch Usado para iniciar uma condição switch(); switch(counter) {
synchronized Usado para sincronizar o acesso a uma classe/função/variável ou código. synchronized int SyncFunction() {
this Usado como uma referência para a própria classe. double result = this.calc();
throw Usado para lançar exceções. throw new Exception();
throws Usado para declarar que uma função lança certa exceção. public int Function() throws IOException {
transient Usado para garantir que uma variável não será serializada. transient double Pi = 3.14;
true Usado para inicializar ou comparar valores booleanos como verdadeiros. boolean TrueValue = true;
try Usado para iniciar um bloco de tratamento de exceções. try {

} catch(Exception exc) {

void Usado para declarar uma função/variável como void. void MyVoidVar;
volatile Usado para garantir que múltiplas threads poderão acessar o objeto simultaneamente. volatile int Products;
while Usado para iniciar um loop while. while(Products < 40) {

O arquivo(doc) para baixar segue abaixo:

http://www.4shared.com/file/135075457/7ecd790f/palavras_reservadas.html

Código

Utilidade

Exemplo

abstract

Usado para declarar classes abstratas que não podem ser instanciadas.

abstract class AbstractClass  {

}

assert

Usado para checar se alguma variável tem um valor inesperado durante o tratamento de erros.

assert IsMinus != false;

boolean

Usado para declarar variáveis do tipo boolean.

boolean variable = true;

break

Usado para encerrar loops antes do término normal do mesmo.

for(int i = 0; i < 10; i++) {

if(i = 5) break;

}

byte

Usado para declarar variáveis do tipo byte.

byte six = 6;

case

Usado para declarar condições dentro de uma condição switch.

Switch(Id) {

case  45:

System.out.println(“Id 45 não é aceito.”);

catch

Usado para capturar exceções dentro de um bloco try {

catch(NumberFormatException nfexc) {

char

Usado para declarar variáveis do tipo char.

Char e = ‘e’;

class

Usado para declarar classes.

public class Example {

const

Usado para declarar uma constante.

const int MyConstant = 70;

continue

Pula o fim de uma iteração de um laço, indo para o começo da próxima iteração.

for(int i = 0; i < 5; i++) {

if(i = 3) continue;

default

Usado para definir uma situação default em uma condição switch.

switch(defaultSample) {

default: System.out.println(default);

do

Usado para iniciar loops do-while.

do{

i++;

}while(i < 10);

double

Usado para declarar variáveis do tipo double

double d = 76.45;

else

Usado para começar uma condição else ou else if.

if(i ==1) System.out.println(“1 código”);

else if(I == 0) System.out.println(“Nada”);

else System.out.println(i + “códigos”);

enum

Usado para declarar uma enumeração.

public enum AD { A, B, C, D }

extends

Usado para declarar que a classe é derivada de uma classe-base.

public class Son extends Father {

false

Usado para inicializar ou comparar uma variável lógica com o valor falso.

boolean b = false;

final

Usado em três casos:

Variável: Garante que seu valor não será mudado.

Classe: Garante que não poderá ter subclasses.

Funções: Não poderam ser sobrecarregadas.

public final class FinalClass {

public final int FinalFunction() {

public final String finalString;

}

}

finally

Usado para garantir a execução de um trecho final no tratamento de exceções.

try {

}finally { System.out.println(“Finally”); }

float

Usado para declarar variáveis do tipo float.

float PI = 3.14;

for

Usado para iniciar um loop for.

for(int i = 0; i < 100; i++) {

if

Usado para declarar uma condição if.

if(Pi != 3.14) {

implements

Usado para implementar funções de uma classe em outra.

public class Square implements Shapes {

import

Usado para importar classes e pacotes para seu programa.

import javax.swing.*;

instanceof

Usado para determinar a classe de uma instância

if(Xinstance instanceof X) {

int

Usado para declarar uma variável do tipo int.

int Number = 90;

interface

Usado para declarar uma classe abstrata que outras classes deverão implementar.

public interface MyInterface {

long

Usado para declarar uma variável do tipo long.

long Number = 90000;

native

Usado para dizer que um método esta implementado em outra linguagem de programação.

public static native int NativeMethod();

new

Usado para inicializar uma variável na memória do sistema.

public String newStr[] = new String[5];

null

Usado para declarar ou comparar uma variável como null.

String NullStr = null;

package

Usado para declarar um pacote, ou seja, um conjunto de classes.

package Website;

private

Usado para declarar o modo de acesso de uma variável como privado.

private double result = 76.45;

protected

Usado para declarar o acesso de uma variável/função como protegido.

protected int Nine = 9;

public

Usado para declarar o acesso de uma variável/função como público.

public char t = ‘t’;

return

Usado para retornar um valor a partir de uma função.

public int returnTen() {

return 10;

short

Usado para declarar uma variável do tipo void.

void value = 5;

static

Usado para garantir que uma variável terá apenas uma referência na memória.

static float PI = 3.14;

strictfp

Usado para garantir resultados mais precisos nos cálculos com valores de ponto flutuante.

public strictfp double calc() {

return 67.3434 * 45.6575;

}

super

Usado para chamar o construtor da classe base de uma classe derivada.

public class AppSwing extends JFrame {

public AppSwing() { super(“App”); }

switch

Usado para iniciar uma condição switch();

switch(counter) {

synchronized

Usado para sincronizar o acesso a uma classe/função/variável ou código.

synchronized int SyncFunction() {

this

Usado como uma referência para a própria classe.

double result = this.calc();

throw

Usado para lançar exceções.

throw new Exception();

throws

Usado para declarar que uma função lança certa exceção.

public int Function() throws IOException {

transient

Usado para garantir que uma variável não será serializada.

transient double Pi = 3.14;

true

Usado para inicializar ou comparar valores booleanos como verdadeiros.

boolean TrueValue = true;

try

Usado para iniciar um bloco de tratamento de exceções.

try {

} catch(Exception exc) {

void

Usado para declarar uma função/variável como void.

void MyVoidVar;

volatile

Usado para garantir que múltiplas threads poderão acessar o objeto simultaneamente.

volatile int Products;

while

Usado para iniciar um loop while.

while(Products < 40) {

Em busca da Teoria do Tudo – Parte III

Na última parte estudamos a Mecânica Quântica. Porém, ao longo dos anos, os físicos acharam algumas contradições com essa Teoria. Veremos agora algumas “correções” para essas contradições.

A TEORIA QUÂNTICA E O CAMPO DE MAXWELL

Ao tentar estender a Mecânica Quântica ao campo de Maxwell(Conjunto de leis eletromagnéticas), acharam alguns problemas. Vamos analisar isso. O campo de Maxwell pode ser descrito como constituído por ondas de diferentes comprimentos, nas quais o campo oscilará de um valor para outro. Porém, segundo a teoria Quântica, seria impossível esse campo estar em repouso, pois violaria o Princípio da Incerteza. Então o campo deveria estar em uma posição e velocidade incerta, e esses princípios também valem para as ondas desse campo, que mesmo no estado fundamental também não poderiam ter sua posição  e velocidade exatamente medida. Cálculos dessas flutuações no Campo de Maxwell tornavam a massa e carga dos elétrons infinitas, criando uma contradição. Foram elaboradas várias “correções” para isso, incluindo até uma Constante Cosmológica Quântica! As Teorias que mais se destacaram após esse momento foram a Super Gravidade com 11 dimensões e a Teoria das Supercordas, que veremos a seguir.

A SUPERSIMETRIA E A SUPERGRAVIDADE

A Supersimetria pode ser descrita com um modelo matemático que acrescenta mais dimensões ao espaço-tempo além das em que vivemos. Essas dimensões extra são chamadas de Dimensões de Grassman, porque são medidas com os números de Grassman, números em que a ordem dos fatores altera o produto em uma multiplicação. Essa Supersimetria é um mecanismo físico natural para cancelamento de infinitos, e é a base da Super Gravidade com 11 dimensões. A SupeSimetria, porém, possui uma consequência: cada partícula precisa de um SuperParceiro com spin metade maior ou menor do que o seu. O spin de uma partícula é simplesmente a sua aparência em diferentes direções. Por exemplo, a partícula abaixo com spin 1 deve ser rodada 360 graus para voltar a ter a aparência inicial, e a outra com spin 2 deve ser rodada 180 graus para voltar e ter a aparência original. Existem também partículas com spin 1/2, que devem ser rodadas 720 graus para voltar a ter a aparência original.

SPIN1

SPIN2

Portanto, como a Supersimetria é a base da Super Gravidade era de se esperar encontrarmos algum tipo de partículas ocm Super Parceiros. Segundo a Teoria da Super Gravidade tudo que vemos é formado por férmions ou bósons. Férmions possuem spins semi-inteiros(1/2) e constituem a matéria, e bósons spins inteiros(1, 2…) e constituem forças entre os férmions, como a gravidade. Férmions são negativos basicamente e bósons positivos. Todo férmion ou bóson possui um Super Parceiro com spin metade maior ou menor do que o seu próprio. Essa teoria cancelariam os infinitos apresentados no Campo de Maxwell porque os férmions que são negativos cancelariam as forças positivas dos bósons, eliminando infinitos.

A TEORIA DAS CORDAS

Segundo a Teoria das Cordas, não são partículas que formam tudo o que existe, mas sim Cordas! Essas cordas vibrariam e suas diferentes vibrações seriam interpretadas como partículas, e se as cordas possuíssem dimensões de Grassman, poderiam vibrar de um modo que as vibrações fossem interpretadas como bósons e férmions, o que deixaria a Teoria livre dos infinitos. Mas de repente, físicos constataram que haviam cinco diferentes Teorias das Cordas e não era o suficiente para representar a curvatura do espaço-tempo. Os físicos então descobriram que a Teoria das Cordas era apenas uma parte de uma teoria maior. Essa Teoria maior foi intitulada de Teoria M, por ser misteriosa, a mãe de todas as teorias e até mágica e mística! Essa teoria abrangeria as cinco teorias das SuperCordas mais a Super Gravidade com 11 dimensões, porém, muitas das propriedades dessa teoria são desconhecidas. E aqui estamos. Hoje estamos montando o quebra-cabeça da Teoria M, e parece  que dessa vez estamos certos! Abaixo a Teoria-M abrangendo as Teorias das Cordas e Super Gravidade:

MTheory

CONCLUSÃO

Achar uma Teoria do Tudo é muito difícil. Diversas Teorias foram destruídas ou modificadas por minúsculas contradições, e é extremamente difícil achar uma Teoria que não apresente contradições ou erros. Porém, os físicos nunca deixaram de questionar, o que é o mais importante segundo Einstein, e conseguiram chegar a promissora Teoria-M, e dessa vez devemos achar uma resposta! A informação para estes artigos foi tirada do livro de Stephen Hawking: O Universo numa Casca de Noz.

C++ – Criando janelas usando apenas código

setembro 18, 2009 2 comentários

Em outro tutorial mostrei como criar janelas usando Visual C++, da Microsoft, uma forma muito fácil, mas se o leitor não gosta do estilo do Visual C++ e nem das extensões que foram incorporadas ao C++ nesse compilador, é possível criar janelas em C++ puro. Vou usar o Dev C++, um compilador bem simples para exemplificar a criação de uma janela feita “a mão” em C++, pode baixá-lo aqui. Precisará de um pouco de conhecimento em C++ e Windows, e vamos criar uma aplicação que calcula a hipotenusa a partir dos catetos! Inicie um novo projeto clicando no botão azul onde está escrito DEV, localizado no canto superior esquerdo da janela. No diálogo que será iniciado, digite um nome para o projeto e clique em Windows Application. Um código deve ter sido criado. Delete esse código, vamos começar a criação da janela passo-a-passo. Agora cole esse:

// Cabeçalhos necessários
#include <windows.h>
#include <stdlib.h>

LRESULT CALLBACK WindowProcedure (HWND, UINT, WPARAM, LPARAM);

// WinMain, a função main em janelas
int WINAPI WinMain (HINSTANCE hThisInstance,
HINSTANCE hPrevInstance,
LPSTR lpszArgument,
int nFunsterStil)
{

HWND hwnd;      // O objeto para indicar a janela
MSG messages;   // Objeto mensagem do Windows para controlar o acionamento de botões
WNDCLASSEX wincl;   // O objeto para criar a janela

wincl.hInstance = hThisInstance;
wincl.lpszClassName = “WindowsAppl”; // Nome da classe da janela
wincl.lpfnWndProc = WindowProcedure;
wincl.style = CS_DBLCLKS;
wincl.cbSize = sizeof (WNDCLASSEX);
wincl.hIcon = LoadIcon (NULL, IDI_APPLICATION);
wincl.hIconSm = LoadIcon (NULL, IDI_APPLICATION);      // Janela com icone default do Windows
wincl.hCursor = LoadCursor (NULL, IDC_ARROW);          //Cursor default
wincl.lpszMenuName = NULL;
wincl.cbClsExtra = 0;
wincl.cbWndExtra = 0;
wincl.hbrBackground = (HBRUSH) COLOR_BACKGROUND;       // Cor cinza de background

if (!RegisterClassEx (&wincl))  // Se o registro da classe foi mal-sucedido return 0
return 0;

hwnd = CreateWindowEx (               // Criação da janela
0,
“WindowsAppl”,                 // Indicação da classe da janela
“Hello World”,                 // Nome da janela
WS_OVERLAPPEDWINDOW,           // Estilo da janela
350,                               // x em relação ao desktop
250,                                 // y em relação ao desktop
300,                                  // largura da janela
300,                               // altura da janela
HWND_DESKTOP,
NULL,
hThisInstance,
NULL
);

ShowWindow (hwnd, nFunsterStil);                // Mostrar a janela

while (GetMessage (&messages, NULL, 0, 0)) // Recuperar mensagens
{
TranslateMessage(&messages);
DispatchMessage(&messages);
}

return messages.wParam;
}

LRESULT CALLBACK WindowProcedure (HWND hwnd, UINT message, WPARAM wParam, LPARAM lParam)
{
switch (message)
{
case WM_CREATE: // Criação da janela
break;
case WM_COMMAND:   // Interpretação da janela
break;
case WM_DESTROY:   // Destruição da janela
PostQuitMessage (0);
break;
default:
return DefWindowProc (hwnd, message, wParam, lParam);
}
return 0;
}

O cabeçalho #include<windows.h> é obrigatório em qualquer aplicação que use janelas no Windows. O outro cabeçalho(stdlib.h) contém a biblioteca de funções do Windows e C++. Depois iniciamos uma Procedure do Windows e a função WinMain, que configura, cria e deixa visível a janela. Dentro dessa função precisamos definir uma variável HWND para a janela, uma variável MSG para armazenar as ações do usuário e da janela e uma variável WNDCLASSEX para configurar e criar a janela. A seguir podemos ver a variável wincl que definimos anteriormente chmando variáveis de configuração. Entre elas, podemos ver algumas importantes como lpszClassName, que define o nome da classe da janela, as outras importantes se tiver interesse pode ver nos comentários do código. Depois verificamos se a classe foi registrada com sucesso e criamos a janela com a função CreateWindowEx, pode ver os parâmetros importantes dessa função nos comentários. Depois mostramos a janela, recuperamos a variável messages determinada anteriormente, e agora uma parte importantíssima, que é a definição do WindowProcedure, a função chamada quando o usuário interage com a janela. Dentro da WindowProcedure temos um switch, e quando a condição é WM_CREATE a janela é criada, quando a condição é WM_COMMAND é porque o usuário interagiu com um componente da janela, e quando é WM_DESTROY é porque a janela foi destruída! A única dessas condições com algo além de break por enquanto é a WM_DESTROY, em que chamamos a função PostQuitMessage para destruir a janela. Aperte f9 para compilar. Isso é o que deve aparecer:

helloworld

COLOCANDO OS COMPONENTES

Criamos uma janela vazia. Agora é hora de colocar os componentes!  Precisaremos de dois Textbox para a entrada dos valores dos catetos, um botão para acionar, duas labels para indicar os campos do cateto a e cateto b, e após o cálculo ser completado, disparar uma MessageBox com o resultado. Cole esse código acima da função WindowProcedure:

#define BUTTONOK 10

HINSTANCE g_inst;
HWND Cateto1, Cateto2, ButtonOk;

void DrawComponents(HWND hwnd, UINT message, WPARAM wParam, LPARAM lParam) {

CreateWindowEx (
0,
“STATIC”,
“Cateto a”,
WS_VISIBLE|WS_CHILD,
30, 20, 60, 20,
hwnd,
NULL,
g_inst,
NULL
);
Cateto1 = CreateWindowEx (
WS_EX_CLIENTEDGE,
“EDIT”,
“”,
WS_VISIBLE|WS_CHILD|WS_BORDER,
30, 50, 50, 20,
hwnd,
NULL,
g_inst,
NULL
);

CreateWindowEx (
0,
“STATIC”,
“Cateto b”,
WS_VISIBLE|WS_CHILD,
30, 80, 60, 20,
hwnd,
NULL,
g_inst,
NULL
);

Cateto2 = CreateWindowEx (
WS_EX_CLIENTEDGE,
“EDIT”,
“”,
WS_VISIBLE|WS_CHILD|WS_BORDER,
30, 110, 50, 20,
hwnd,
NULL,
g_inst,
NULL
);

ButtonOk = CreateWindowEx (
0,
“BUTTON”,
“Ok”,
WS_VISIBLE|WS_CHILD,
40, 140, 20, 20,
hwnd,
(HMENU)BUTTONOK,
g_inst,
NULL
);

}

Dentro da função WindowProcedure e do switch, chame essa função que acabamos de criar desse modo dentro do WM_CREATE:

DrawComponents(hwnd,message,wParam,lParam);

Com esse código criamos uma função para desenhar os componentes na janela, e podemos ver a função CreateWindowEx ser chamada, mas dessa vez, com parâmetros diferentes. Os parâmetros mais importantes são: o segundo(tipo do componente), o terceiro(texto do componente), o quarto(Definição de que o componente será visível e filho da janela), o quinto(distância da esquerda), sexto(distância do topo), sétimo(largura do componente), e oitavo(altura do componente). Podemos também ver a declaração de algumas variáveis HWND, que guardarão os dados das Textbox e do botão, para sabermos seus valores e se foram acionados. O botão precisa excepcionalmente de um ID, criado com #define anteriormente. Finalmente chamamos a função que criamos e informamos os parâmetros definimos na função WinMain. Aperte f9 e deverá ver isso:

ComponentWindow


CRIANDO A LÓGICA DA APLICAÇÃO

Agora que já criamos todos os componentes, devemos calcular a hipotenusa. Inclua no seu programa o cabeçalho math.h para podermos calcular a raiz quadrada. Agora copie esse código para dentro do WM_COMMAND no switch do WindowProcedure.

if ((HIWORD(wParam) == BN_CLICKED))
{

SendMessage(
(HWND) Cateto1,
(UINT) EM_GETLINE,
(WPARAM) 1,
(LPARAM) &Cat1
);

SendMessage((HWND)Cateto2,(UINT)EM_GETLINE,(WPARAM)1,(LPARAM) &Cat2);

CatetoA = atoi(Cat1);
CatetoB = atoi(Cat2);
int Hipotenusa_quadrado = CatetoA*CatetoA + CatetoB*CatetoB;
hipotenusa = sqrt(Hipotenusa_quadrado);

itoa (hipotenusa,Hipot,10);

MessageBox (NULL, Hipot, “Resultado”, MB_OK);
}

Antes da função WindowProcedure também copie essas variáveis:

char Cat1[20] = “0″, Cat2[20] = “0″, Hipot[20] = “0″;
int CatetoA, CatetoB, hipotenusa;

Neste código colocamos uma condição if(HIWORD == BN_CLICKED) para determinar se o botão foi clicado. Se foi o código abaixo do if será executado. Com a função SendMessage nós recuperamos o texto digitado nas duas textBox e iniciamos duas variáveis String determinadas anteriormente com o seu valor. Depois fazemos uma conversão de String para int coma  função atoi e finalmente calculamos a hipotenusa! Mas ainda não acabou. Precisamos converter de int para String para podermos mostrar o resultado em uma MessageBox. Agora sim! Abaixo seguem a imagem do programa em ação e o link para download do código:

FinishedWindow

Download Source

CONCLUSÃO

O que levaria cinco linhas de código para fazer no Visual C++ levou mais de 100 no Dev C++. Programar janelas em C++ sem usar facilitadores como os do Visual C++ gasta muito mais tempo, mas em compensação é mais flexível e deixa o programa mais rápido. Recomendo programar assim apenas programas que realmente necessitem desse tipo de programação.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.